Embora exista um discurso mundial sobre a equidade e a justiça social, as disparidades ainda são evidentes em muitos contextos. O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, ainda enfrenta grandes disparidades socioeconômicas, históricas e territoriais, que impactam determinados grupos. Populações vulneráveis, pessoas com deficiência, comunidades tradicionais, áreas rurais, grupos radicais, mulheres, jovens e idosos enfrentam barreiras que limitam seu protagonismo social. Portanto, para decifrar o presente, é imprescindível observar as heranças coloniais e as lógicas estruturais que continuam a excluir. No setor da educação, a busca por uma escola que seja inclusiva e democrática tem se firmada como uma prioridade tanto na política quanto na pedagogia.
Contudo, ter a matrícula e o acesso formal não garantem uma aprendizagem completa. A inclusão na educação exige formação continuada para os professores, uma reestruturação do currículo, acessibilidade tanto digital quanto arquitetônica, metodologias que envolvam a participação de todos e ferramentas de avaliação que sejam adaptadas. A escola se transforma em um ambiente fundamental para a promoção de uma cultura de respeito, diversidade e inclusão, desde que guiada por princípios que visam à emancipação.