A obra dialoga com diferentes campos do conhecimento, como educação, políticas públicas, estudos culturais, direitos humanos e territorialidades, assumindo a narrativa como método, linguagem e ato político. Ao valorizar histórias de vida, o livro reconhece o corpo, a memória e o território como espaços de produção de sentidos, rompendo com abordagens que reduzem a deficiência a diagnósticos ou categorias abstratas.
Outro eixo central do livro é o pertencimento. Pertencer, aqui, é compreendido como experiência vivida de reconhecimento, participação e dignidade. As comunidades, as relações de proximidade, a escola, o trabalho e os espaços culturais aparecem como territórios onde a inclusão se materializa ou se nega. Ao evidenciar essas dinâmicas, a obra amplia a compreensão da inclusão para além do campo legal, situando-a nas práticas cotidianas e nas relações sociais concretas.