Introdução: As queimaduras representam um importante desafio para a saúde pública, por apresentarem um elevado índice de mortalidade no mundo, especialmente em países de baixa renda. Mesmo sem causar morte, geram alta morbidade, longas internações, perda funcional e deformidades permanentes, muitas vezes necessitando de intervenções mais complexas, como enxertos e outras terapias regenerativas. Dentre as opções de tratamento emergentes, a pele de tilápia se destaca por apresentar excelente biocompatibilidade, biodegradabilidade e baixa capacidade de provocar reações imunológicas, o que reforça seu potencial terapêutico. Metodologia: Realizou-se um levantamento bibliográfico no pubmed, entre 2019 e 2025, sobre o uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras, utilizando os descritores “pele de tilápia”, “tratamento” e “queimaduras”, selecionando-se 6 artigos para análise. Resultados e discussão: Com uma estrutura semelhante à pele humana e rica em colágeno tipo I e III, a pele de tilápia favorece a reepitelização e estimula fatores de crescimento. Ainda mais, promove maior angiogênese e reduz significativamente a dor, o tempo de internação e a necessidade de trocas frequentes de curativos. Em comparação à sulfadiazina de prata, seu uso demonstrou melhores desfechos clínicos, com menor toxicidade tecidual e maior conforto. Avanços recentes possibilitaram o desenvolvimento de métodos eficazes de esterilização, como uso de nanopartículas de prata e irradiação gama, que eliminam microrganismos e preservam a integridade da matriz. Desta forma, contribuindo para evitar infecções cruzadas. Entretanto, estas pesquisas foram realizadas em populações específicas, o que dificulta a generalização dos resultados para outros grupos populacionais. Considerações finais: Apesar dos avanços demonstrados, o uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras ainda requer mais estudos para consolidar sua eficácia em larga escala.