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  • CAPÍTULO 77 - USO DA PELE DE TILÁPIA PARA TRATAMENTO DE QUEIMADURAS

    Introdução: As queimaduras representam um importante desafio para a saúde pública, por apresentarem um elevado índice de mortalidade no mundo, especialmente em países de baixa renda. Mesmo sem causar morte, geram alta morbidade, longas internações, perda funcional e deformidades permanentes, muitas vezes necessitando de intervenções mais complexas, como enxertos e outras terapias regenerativas. Dentre as opções de tratamento emergentes, a pele de tilápia se destaca por apresentar excelente biocompatibilidade, biodegradabilidade e baixa capacidade de provocar reações imunológicas, o que reforça seu potencial terapêutico. Metodologia: Realizou-se um levantamento bibliográfico no pubmed, entre 2019 e 2025, sobre o uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras, utilizando os descritores “pele de tilápia”, “tratamento” e “queimaduras”, selecionando-se 6 artigos para análise. Resultados e discussão: Com uma estrutura semelhante à pele humana e rica em colágeno tipo I e III, a pele de tilápia favorece a reepitelização e estimula fatores de crescimento. Ainda mais, promove maior angiogênese e reduz significativamente a dor, o tempo de internação e a necessidade de trocas frequentes de curativos. Em comparação à sulfadiazina de prata, seu uso demonstrou melhores desfechos clínicos, com menor toxicidade tecidual e maior conforto. Avanços recentes possibilitaram o desenvolvimento de métodos eficazes de esterilização, como uso de nanopartículas de prata e irradiação gama, que eliminam microrganismos e preservam a integridade da matriz. Desta forma, contribuindo para evitar infecções cruzadas. Entretanto, estas pesquisas foram realizadas em populações específicas, o que dificulta a generalização dos resultados para outros grupos populacionais. Considerações finais: Apesar dos avanços demonstrados, o uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras ainda requer mais estudos para consolidar sua eficácia em larga escala.

CAPÍTULO 77 - USO DA PELE DE TILÁPIA PARA TRATAMENTO DE QUEIMADURAS

Doi: 10.58871/conaeti.v4.77

PALAVRAS CHAVE: Queimaduras; Enxertos; Tilápia

KEYWORDS: Burns; Grafts; Tilapia.

ABSTRACT:
Introduction: Burns represent a significant public health challenge due to their high mortality rate worldwide, particularly in low-income countries. Even when not fatal, they result in high morbidity, prolonged hospitalizations, functional loss, and permanent deformities, often requiring more complex interventions such as grafts and other regenerative therapies. Among emerging treatment options, tilapia skin stands out due to its excellent biocompatibility, biodegradability, and low immunogenicity, reinforcing its therapeutic potential. Methodology: A bibliographic search was conducted on PubMed between 2019 and 2025 regarding the use of tilapia skin in burn treatment, using the descriptors “tilapia skin,” “treatment,” and “burns.” Six articles were selected for analysis. Results and discussion: With a structure similar to human skin and rich in type I and III collagen, tilapia skin promotes re-epithelialization and stimulates growth factors. Furthermore, it enhances angiogenesis and significantly reduces pain, hospitalization time, and the need for frequent dressing changes. Compared to silver sulfadiazine, its use has demonstrated better clinical outcomes, with lower tissue toxicity and greater patient comfort. Recent advancements have enabled the development of effective sterilization methods, such as silver nanoparticles and gamma irradiation, which eliminate microorganisms while preserving matrix integrity, thereby helping to prevent cross-infections. Additionally, tilapia skin can be used to produce regenerative dressings derived from soluble collagens extracted from the matrix, which offer excellent permeability, mechanical resistance, and wound healing stimulation. However, these studies were conducted on specific populations, making it difficult to generalize the results to other demographic groups. Final considerations: Despite the demonstrated advancements, the use of tilapia skin in burn treatment still requires further studies to establish its efficacy on a large scale.

Autor

  • ADRIELE SOUZA ALVES MONTEIRO DE ALMEIDA

  • ANA MARIA QUINTEIRO RIBEIRO

  • LAURA DE SOUZA ALVES

  • NATHALY HORANY LOPES DE ALENCAR

  • VITÓRIA RIOS SIQUEIRA

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