Objetivo: Identificar quais os fatores de risco e impactos do diagnóstico de sepse neonatal e a abrangência da assistência de Enfermagem. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, conforme metodologia descrita por Santos e Silva (2010), contemplando estudos originais disponíveis nas bases BVS e PubMed, publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. A seleção seguiu critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, totalizando oito artigos analisados. Resultados e discussão: Os resultados evidenciaram que os principais fatores associados à sepse neonatal incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, ausência de acompanhamento pré-natal, tipo de parto, infecções maternas, tempo de uso do cateter venoso central (PICC) e condições assépticas inadequadas no parto. Os estudos destacam a importância do diagnóstico precoce, do uso racional de antibióticos, da higiene das mãos e da capacitação profissional como estratégias fundamentais no enfrentamento da sepse neonatal. A discussão reforça que intervenções
simples, como o cuidado com o cordão umbilical e práticas assépticas no parto, têm grande impacto na redução da incidência. Considerações finais: Conclui-se que a sepse neonatal é multifatorial, exigindo ações integradas e qualificadas por parte dos profissionais de saúde. Apesar das contribuições, limitações metodológicas e contextuais dos estudos analisados indicam a necessidade de mais pesquisas, especialmente em ambientes de baixa renda e com abordagem longitudinal, para fundamentar práticas assistenciais mais eficazes.