Introdução: As síndromes hipertensivas na gestação, notadamente a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia, configuram-se como importantes causas de morbidade e mortalidade materna e perinatal, sendo responsáveis por complicações graves como parto prematuro, restrição do crescimento fetal e, em casos severos, risco de morte para mãe e bebê. A pré-eclâmpsia, caracterizada pela elevação da pressão arterial após a 20ª semana de gestação associada à proteinúria ou disfunção orgânica, é especialmente preocupante em países em desenvolvimento como o Brasil, onde limitações de acesso a cuidados de saúde agravam o cenário. Objetivos: Analisar as condutas emergenciais e estratégias de prevenção adotadas na abordagem da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia, com base em evidências científicas recentes. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases SciELO, PubMed e BVS, com o uso de descritores controlados e operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2016 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, com acesso completo. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 11 artigos compuseram a amostra final da análise. Resultados e Discussão: Os resultados evidenciaram a complexidade do diagnóstico e manejo da pré-eclâmpsia, as divergências nas diretrizes internacionais e a importância de condutas bem estabelecidas, como o uso de anti-hipertensivos e sulfato de magnésio. Estudos apontaram que o acompanhamento pré-natal qualificado, a identificação precoce de fatores de risco e o uso de estratégias preventivas como a administração de aspirina e suplementação de cálcio são eficazes na redução de complicações. A atuação multidisciplinar e a padronização dos protocolos também se mostraram cruciais para garantir melhores desfechos clínicos. Considerações Finais: Conclui-se que a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia exigem um cuidado integral e contínuo, desde a triagem precoce até o puerpério. Protocolos clínicos atualizados, capacitação das equipes de saúde e ações de educação em saúde voltadas às gestantes são pilares essenciais para reduzir a morbimortalidade materna e fetal. A prevenção deve ser valorizada como estratégia central, integrando vigilância ativa, hábitos saudáveis e acompanhamento prolongado das mulheres, inclusive após o parto. Assim, é possível garantir um cuidado mais seguro, humanizado e efetivo para mães e recém-nascidos.