Objetivo: Pesquisar sobre a endarterectomia e correlacionar os cuidados com um caso vivenciado em campo prático por alunos de enfermagem. Metodologia: Trata-se de um relato de experiencia sobre um estudo dirigido oriundo de um seminário construído dentro das disciplinas de graduação em enfermagem. Resultados e Discussão: A endarterectomia de carótida é o procedimento padrão-ouro na prevenção de acidentes vasculares encefálicos (AVEs), indicada especialmente para estenoses significativas causadas por placas de ateroma. Consiste na abertura do vaso ocluído para que a obstrução seja removida e o fluxo sanguíneo restaurado. A estenose pode ser assintomática ou manifestar-se por sintomas como hemiparesia, afasia e amaurose fugaz. Mesmo assintomáticos, pacientes com histórico de AVE podem apresentar sequelas neurológicas relevantes, o que justifica a indicação preventiva da cirurgia. Quanto às complicações pós-operatórias, as principais consistem em instabilidade hemodinâmica, hematoma e AVE isquêmico. A atuação da equipe de enfermagem torna-se essencial na prevenção dessas complicações, destacando-se a importância da sistematização da assistência e intervenções como controle de diurese, pressão arterial e suporte psicossocial, a fim de manter monitoração do paciente diante de qualquer possível alteração que venha a manifestar-se. No caso que desencadeou o estudo, a decisão pela endarterectomia baseou-se em critérios clínicos e na elevada probabilidade de recorrência de acidente vascular encefálico. Considerações Finais: Conclui-se que o manejo da estenose carotídea deve considerar o paciente de forma integral, envolvendo a equipe multidisciplinar no pré e pós-operatório. Quando indicada com critérios clínicos rigorosos, a endarterectomia contribui significativamente para a redução da morbimortalidade por AVE, que em 2023 apresentou mortalidade de 19,33%. Ampliar o acesso ao procedimento é essencial para promover qualidade de vida e reduzir a mortalidade.