Objetivo: Este trabalho teve como finalidade analisar a atuação do fisioterapeuta nas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), com atenção às ações de cuidado coletivo, redução de agravos e recuperação funcional dentro da Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura. A busca incluiu artigos publicados nos últimos dez anos, localizados nas bases BVS, PubMed e SciELO. Os descritores utilizados foram “Fisioterapia”, “Atenção Primária” e “Estratégia Saúde da Família”. Oito estudos atenderam aos critérios definidos, incluindo publicações que abordam a atuação do fisioterapeuta no âmbito da APS e sua inserção nos Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF). Resultados e Discussão: A análise dos trabalhos revelou que a prática do fisioterapeuta vai além da reabilitação tradicional, abrangendo atividades educativas, atendimentos domiciliares e ações voltadas ao coletivo. Ainda que os benefícios sejam reconhecidos, persistem dificuldades como a limitação da percepção do papel da fisioterapia por outros profissionais, a ausência de estrutura adequada e a fragilidade na articulação entre áreas distintas. Mesmo diante dessas barreiras, o fisioterapeuta tem contribuído com ações voltadas ao território e ao vínculo com os usuários, além de aplicar a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como recurso que favorece uma abordagem mais ampla do processo saúde-doença. Considerações finais: A inserção da fisioterapia na ESF se apresenta como um elemento que fortalece o cuidado em saúde realizado no cotidiano dos serviços da APS. Para ampliar sua efetividade, é necessário reconhecer o papel deste profissional dentro das equipes e adaptar sua formação às diretrizes estabelecidas pelas políticas públicas de saúde coletiva.