Este estudo teve como objetivo analisar os padrões de mortalidade infantil por pneumonia congênita (PC) na região Nordeste do Brasil, entre 2010 e 2024. A metodologia envolveu a coleta de dados por meio das plataformas públicas DATASUS e IVIS, utilizando o código P23.0 da CID-10, associado à pneumonia congênita bacteriana. Foram analisados fatores como idade gestacional, peso ao nascer, faixa etária materna, tipo de parto e tempo de vida dos recém-nascidos. Durante o período, foram registrados 1.466 óbitos infantis por PC. Os estados da Paraíba e Pernambuco destacaram-se com os maiores números absolutos. A maior parte dos óbitos ocorreu nos primeiros seis dias de vida (47,68%), evidenciando a natureza congênita da infecção e a vulnerabilidade dos neonatos nesse intervalo. Quanto ao peso ao nascer, o maior número de óbitos foi entre bebês com 3.000 a 3.999g (25,30%), e a maioria dos casos envolveu gestação a termo (37–41 semanas). A faixa etária materna predominante foi de 20 a 24 anos (20,23%), sugerindo que fatores socioeconômicos, como menor acesso ao pré-natal de qualidade, podem influenciar os desfechos. A distribuição entre tipos de parto foi equilibrada, não sendo isoladamente um fator determinante. Os achados reforçam a necessidade de ampliar o acesso aos cuidados neonatais especializados, especialmente nas regiões com menor infraestrutura. Conclui-se que políticas públicas de prevenção, diagnóstico precoce e capacitação das equipes de saúde são essenciais para reduzir a mortalidade por PC e promover um sistema de saúde mais equitativo.