Introdução: Embora tenha havido uma redução nas taxas de fecundidade em adolescente ao longo da década, o país ainda ocupa uma posição preocupante no ranking mundial, sendo o segundo com as maiores taxas, sendo imprescindível que os sistemas de saúde estejam alinhados com prestação de serviços com alto padrão, concretizando o planejamento e executando atividades educativas para as mesmas, focando a saúde sexual e reprodutiva. Objetivo: Foi apontar o número de adolescentes grávidas entre a faixa etária de 15 a 19 anos no Nordeste do Brasil, referente a 2024; conhecer seu nível de escolaridade e seu estado civil. Metodologia: Foi realizado um estudo quantitativo. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Nascidos Vivos disponível no Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos com abrangência regional. Resultados e Discussão: Foi registrado um total de 82.069 casos de adolescentes grávidas no Nordeste, totalizando cerca de 30% do Brasil. Estes achados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e a implementação de políticas públicas que reduzam as desigualdades e promovam ações preventivas na saúde e educação dos adolescentes. Houve um abandono escolar em 97,5% das meninas, não completando o ensino médio, isto revela que a evasão escolar afeta negativamente as oportunidades de desenvolvimento das adolescentes e que compromete as oportunidades de trabalho. Quanto ao estado civil o que se destacou foi a de solteiras com 94,5% onde a jovem assume sozinha a responsabilidade pela criação do filho, com consequências que podem se estender por toda a vida. Conclusões: Apesar de existir leis federais que garantem os direitos das adolescentes gestantes, a realidade atual ainda está aquém dos resultados esperados pelas mesmas. Falta comprometimento dos órgãos públicos, da comunidade, da escola e da família para reverter o quadro do Índice de Desenvolvimento Humano, que combina indicadores de saúde, educação e renda para avaliar o bem-estar de uma população.