Objetivo: relatar a experiência de desenvolvimento de uma ação de Educação Permanente em Saúde, realizada junto a Agentes Comunitários de Saúde (ACS) vinculados a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um município do interior do Ceará, tendo o capacitismo como temática central, buscando o fortalecimento de práticas inclusivas na Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: A atividade, inserida no módulo de Bioética e Ética Profissional do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia (ESPVS), foi estruturada em três momentos: dinâmica de acolhimento, exposição dialogada e avaliação da intervenção. Utilizou-se a observação participante como técnica de registro. Resultados e Discussão: A ação favoreceu a ampliação da compreensão sobre o capacitismo e suas manifestações no cotidiano do trabalho em saúde, mobilizando reflexões sobre a importância de mudanças de postura e atitudes na prática profissional. Os participantes relataram maior sensibilidade para identificar barreiras atitudinais e estruturais, além de reconhecerem a necessidade de práticas anticapacitistas. Foram sugeridas estratégias como o desenvolvimento de protocolos inclusivos, a oferta de formações periódicas e o fortalecimento da articulação intersetorial, visando aprimorar a rede de apoio às pessoas com deficiência. Considerações finais: A experiência evidenciou que ações formativas com abordagem vivencial, associadas a espaços de diálogo crítico, têm potencial para promover transformações culturais e institucionais, contribuindo para um cuidado mais humanizado, equitativo e inclusivo no âmbito do SUS.