Objetivo: Analisar como se configura a assistência ao planejamento reprodutivo (PR) e à oferta de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS), identificando os principais desafios enfrentados pelos profissionais de saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca pelos estudos foi realizada por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando as bases de dados MEDLINE, LILACS e BDENF. Para delimitação da estratégia de busca, foram selecionados descritores controlados a partir dos Descritores em Ciências da Saúde: Saúde Reprodutiva; Atenção Primária à Saúde; Planejamento Familiar; Anticoncepção. A busca nas bases de dados resultou em um total de 4.880 estudos. Foram incluídos artigos publicados no idioma português, entre os anos de 2019 e 2024, que abordassem diretamente a temática proposta. Foram excluídos os estudos que não apresentavam resultados empíricos, os duplicados, aqueles sem acesso ao texto completo, bem como dissertações, editoriais, cartas ao leitor e documentos institucionais ou de natureza não científica. Ao final, 11 artigos compuseram a amostra desta revisão. Resultados e Discussão: O PR no SUS apresenta avanços na oferta e diversidade de métodos contraceptivos, incluindo opções hormonais e não hormonais, de curta e longa duração. O enfermeiro tem papel central, coordenando ações, prescrevendo, orientando e realizando procedimentos, mas enfrenta barreiras estruturais, falta de protocolos, capacitação limitada e oferta irregular de insumos. Desigualdades socioeconômicas, étnico-raciais e geográficas restringem o acesso, especialmente em áreas rurais e vulneráveis, onde a precariedade dos serviços e normas de gênero reduzem a autonomia feminina. A integração de ações educativas participativas, uso de tecnologias e fortalecimento da autonomia são estratégias-chave para ampliar o acesso equitativo e qualificado. Considerações Finais: Faz-se necessário ampliar pesquisas com abordagens metodológicas robustas, priorizando estratégias educativas inovadoras que promovam autonomia e equidade, subsidiando políticas públicas e fortalecendo a APS como espaço central de cuidado integral e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos.