Objetivo: Analisar os mecanismos envolvidos na infertilidade associada à endometriose, seu impacto na fertilidade feminina e as estratégias terapêuticas atualmente disponíveis.Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura qualitativa, de cunho descritivo, realizada por meio de busca nas bases de dados PubMed, BVS e SciELO. Foram utilizados os descritores “Endometriosis”, “Infertility”, “Pathophysiology”, “Treatment” e “Reproductive Outcomes”. Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados entre 2005 e 2024, nos idiomas inglês, português e espanhol, disponíveis integralmente e gratuitamente. Foram excluídos estudos que não abordavam a relação direta entre endometriose e infertilidade ou que possuíam foco exclusivamente experimental.Resultados e Discussão: A endometriose impacta negativamente a fertilidade feminina através de mecanismos anatômicos, inflamatórios, imunológicos e hormonais que interferem na qualidade dos gametas, no transporte tubário, na receptividade endometrial e na implantação embrionária. Alterações na resposta imune uterina, incluindo redução da atividade das células Natural Killer, predominância de macrófagos M2, infiltração de células T reguladoras alteradas e aumento de autoanticorpos, agravam essa condição. As estratégias terapêuticas englobam tratamento hormonal, cirurgia conservadora e reprodução assistida, especialmente a fertilização in vitro, além de abordagens emergentes e preservação da fertilidade. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando fatores clínicos, prognósticos e o desejo reprodutivo da paciente.Considerações finais: A infertilidade associada à endometriose é multifatorial e exige abordagem multidisciplinar. Embora não haja cura definitiva, as estratégias atuais possibilitam a melhora significativa do potencial reprodutivo e da qualidade de vida das pacientes, sendo fundamental o diagnóstico precoce e a personalização do tratamento.