Objetivo: Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências recentes sobre a inserção e atuação de equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS) brasileira, com foco nos papéis de fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. Metodologia: A busca foi realizada entre julho e agosto de 2025 nas bases SciELO, LILACS e PubMed, utilizando descritores relacionados à APS e ao trabalho multiprofissional. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, com abordagem direta sobre a atuação de equipes multiprofissionais na APS brasileira. Após os critérios de elegibilidade, foram analisados seis artigos, por meio de leitura exploratória e extração de dados relevantes. Resultados e Discussão: Os estudos incluídos, em sua maioria qualitativos, demonstraram que a presença de equipes multiprofissionais na APS favorece a integralidade do cuidado, amplia o acesso e melhora a resolutividade. A fisioterapia tem se destacado em ações preventivas e de reabilitação precoce, enquanto a medicina coordena o cuidado longitudinal. A enfermagem atua com escuta qualificada, vigilância em saúde e liderança no processo assistencial. A psicologia contribui para o manejo de sofrimento psíquico e fortalecimento de vínculos comunitários. Já a nutrição é essencial para práticas alimentares saudáveis e vigilância nutricional. Os principais desafios envolvem a falta de integração efetiva, comunicação deficiente e fragilidade dos vínculos de trabalho. Estratégias como apoio matricial e educação permanente foram apontadas como fundamentais para fortalecer a interprofissionalidade. Considerações finais: A inserção de equipes multiprofissionais na APS fortalece o cuidado integral e colaborativo. Apesar dos obstáculos, a interprofissionalidade representa um caminho promissor para qualificar o SUS e responder de forma mais eficaz às demandas da população. A valorização das equipes e a gestão participativa são essenciais para consolidar esse modelo.