Objetivo: Identificar as estratégias educativas utilizadas na Atenção Primária à Saúde (APS) para a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre adolescentes. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre junho e agosto de 2025. A busca foi conduzida nas bases SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e BDENF, utilizando os descritores: “Infecções Sexualmente Transmissíveis”, “Adolescentes”, “Educação em Saúde” e “Atenção Primária à Saúde”, combinados com operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol, que abordassem estratégias educativas voltadas à prevenção de ISTs em adolescentes no contexto da APS. Excluíram-se artigos duplicados, sem texto completo ou com foco exclusivo em tratamento clínico. Resultados e Discussão: Os resultados revelaram uma diversidade de estratégias educativas, com destaque para a educação sexual integral, oficinas temáticas, rodas de conversa, uso de mídias digitais (como podcasts e redes sociais), educação entre pares e parcerias entre saúde e escola. A maioria dos estudos apontou que ações interativas e contextualizadas são mais eficazes na promoção da saúde sexual entre adolescentes. Embora existam iniciativas promissoras, ainda há lacunas importantes, como a falta de formação específica dos profissionais da APS, a ausência de políticas públicas contínuas e a dificuldade de articulação intersetorial. Estratégias que envolvem os próprios adolescentes como protagonistas, bem como o uso de tecnologias digitais, mostraram-se eficazes para ampliar o engajamento e a compreensão sobre o tema. Considerações Finais: As estratégias educativas na APS são fundamentais para a prevenção das ISTs entre adolescentes, desde que sejam planejadas com base em abordagens integradas, participativas e sensíveis às realidades socioculturais. A valorização da escuta qualificada, da educação sexual integral e da articulação entre saúde e educação são elementos-chave para o fortalecimento das ações preventivas e para a promoção da autonomia juvenil no cuidado com a própria saúde.