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  • CAPÍTULO 52 - PLANEJAMENTO INTERPROFISSIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: FORTALECENDO A CORRESPONSABILIZAÇÃO NOS GRUPOS DE SAÚDE

    Objetivo: Relatar a experiência do desenvolvimento de uma intervenção em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que teve como objetivo fomentar o planejamento interprofissional como estratégia para fortalecer a corresponsabilização e a sustentabilidade dos grupos em saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo qualitativo e descritivo, fundamentado na observação participante, registros em diário de campo e registros fotográficos. A ação ocorreu no segundo semestre de 2025 e foi estruturada em três etapas: apresentação da proposta ao gerente da unidade, sensibilização da equipe multiprofissional e realização de uma reunião coletiva em formato de roda de conversa. A atividade envolveu residentes, Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), equipe multiprofissional e gestão da unidade, sendo conduzida por meio de dinâmicas de integração, levantamento dos grupos existentes e pactuação coletiva das responsabilidades. Resultados e discussão: Os resultados evidenciaram fragilidades na condução dos grupos, como a sobrecarga concentrada nos residentes e a baixa corresponsabilização da equipe. A reunião possibilitou a reorganização do processo de trabalho, com definição de cronograma, rotatividade de profissionais responsáveis, ampliação da divulgação e protagonismo das ACS na mobilização comunitária. Além disso, reforçou a importância dos grupos como dispositivos de promoção da saúde, espaços de empoderamento comunitário, fortalecimento de vínculos e corresponsabilização entre equipe e usuários. Considerações finais: Conclui-se que o planejamento interprofissional se constitui como uma ferramenta potente de gestão do cuidado na Atenção Primária, permitindo superar entraves relacionados à fragmentação das funções e garantir maior sustentabilidade às ações coletivas. A experiência evidenciou, ainda, a relevância da escuta, do diálogo e da construção compartilhada como estratégias para qualificar os processos de trabalho em saúde e ampliar a resolutividade das práticas grupais no território.

CAPÍTULO 52 - PLANEJAMENTO INTERPROFISSIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: FORTALECENDO A CORRESPONSABILIZAÇÃO NOS GRUPOS DE SAÚDE

Doi: 10.58871/conimaps2025.c52

PALAVRAS CHAVE: planejamento interprofissional; corresponsabilização; grupos em saúde; gestão do cuidado.

KEYWORDS: interprofessional planning; shared accountability; health groups; care management.

ABSTRACT:
Objective: To report the experience of developing an intervention in a Basic Health Unit (UBS), which aimed to foster interprofessional planning as a strategy to strengthen the co-accountability and sustainability of health groups. Methodology: This is a qualitative, descriptive study based on participant observation, field diary records, and photographic records. The intervention took place in the second half of 2025 and was structured in three stages: presentation of the proposal to the unit manager, awareness-raising of the multidisciplinary team, and a collective meeting in the form of a discussion circle. The activity involved residents, Community Health Agents (CHAs), the multidisciplinary team, and the unit management, and was conducted through integration dynamics, a survey of existing groups, and collective agreement on responsibilities. Results and discussion: The results highlighted weaknesses in the group management, such as the overload concentrated on residents and low co-accountability of the team. The meeting enabled the reorganization of the work process, defining a schedule, rotating responsible professionals, expanding outreach, and empowering CHAs in community mobilization. Furthermore, it reinforced the importance of groups as health promotion tools, spaces for community empowerment, strengthening bonds, and fostering shared accountability between staff and patients. Final considerations: We conclude that interprofessional planning is a powerful tool for managing care in Primary Care, overcoming obstacles related to the fragmentation of functions and ensuring greater sustainability for collective actions. The experience also highlighted the importance of listening, dialogue, and shared construction as strategies for improving health work processes and increasing the effectiveness of group practices in the region.

Autor

  • ANTONIA ANA CAROLINA LIMA NEGREIROS

  • ANTÔNIO DENELLES RODRIGUES DE SOUSA

  • FRANCISCO MÁRCIO LIMA ALBUQUERQUE

  • FRANCISCO THIAGO PAIVA MONTE

  • HAIMEE SOUSA FONTGALLAND

  • JOÃO DOUGLAS DA SILVA

  • MARCELO ARAÚJO DE VASCONCELOS

  • NOELIA DE HOLANDA PAIVA

  • RAFAELA MARIA DA SILVA GOMES

  • RODRIGO MARQUES DAMASCENO

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