Objetivo: Avaliar a confiabilidade e a validade dos aplicativos My Jump Lab e Jumpo 2 na mensuração da força e potência do salto contramovimento (CMJ). Metodologia: Trata-se de um estudo não experimental, exploratório e metodológico, aprovado pelos Comitês de Ética das Universidades do Paraná e Norte do Paraná. Todas as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os critérios de inclusão foram mulheres de 18 a 40 anos, sedentárias nos últimos 6 meses, aptas à prática de exercícios pelo PAR-Q, sem distúrbios musculoesqueléticos, neurológicos, cardiovasculares ou respiratórios, sem comprometimento cognitivo, não fumantes e não grávidas. Os dados foram verificados por meio de média e desvio-padrão, com análise da normalidade (Shapiro-Wilk). A validade foi avaliada pelo coeficiente de correlação de Pearson e gráficos de Bland-Altman, à medida que a confiabilidade interavaliadores foi definida pelo coeficiente de correlação intraclasse. O tamanho de efeito (Cohen’s d) também foi calculado, adotando-se p & #60; 0,05. Resultados e Discussão: O My Jump Lab apresentou correlação moderada e significativa com a plataforma para força e potência, enquanto o Jumpo 2 mostrou correlação significativa apenas para potência. Ambos os aplicativos obtiveram excelente confiabilidade interavaliadores (CCI ? 0,90), embora o Jumpo 2 tenha demonstrado maior suscetibilidade a erros. Os resultados reforçam a utilidade dos aplicativos como ferramentas práticas e acessíveis na avaliação do desempenho neuromuscular, especialmente do My Jump Lab, que apresentou menor variabilidade. No entanto, a amostra restrita e a ausência de integração com inteligência artificial em alguns aplicativos apontam para a necessidade de novas investigações em diferentes populações. Considerações Finais: O My Jump Lab evidenciou maior rigor e confiabilidade que o Jumpo 2, primordialmente na medição da força. Ambos são confiáveis e práticos para avaliar o CMJ, mas estudos futuros devem ampliar populações e usar IA para aumentar a precisão.