Objetivo: Verificar os efeitos dos métodos conservadores no tratamento da diástase do reto abdominal (DRA) em mulheres no pós-parto. Metodologia: As bases de dados PubMed, Embase, CENTRAL, CINAHL, SportDiscus, LILACS e PEDro foram pesquisadas até 15 de março de 2024. A qualidade metodológica dos ensaios clínicos randomizados (ECRs) foi avaliada por meio da escala PEDro. As meta-análises foram realizadas utilizando a diferença média (DM) entre os grupos para a medida da distância interretal (DIR), expressa em milímetros (mm). Resultados e Discussão: Foram incluídos 34 ensaios clínicos randomizados publicados entre 1999 e 2024, totalizando 1548 mulheres no período pós-parto. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala PEDro, com pontuação média de 5,82 pontos.A maioria dos estudos investigou exercícios abdominais, isolados ou combinados a técnicas como exercícios hipopressivos, treino postural, eletroestimulação, bandagens e uso de cintas. Os protocolos variaram em frequência (1 a 10 sessões/semana), duração (2 a 16 semanas), tipo de parto (vaginal ou cesárea) e tempo de início das intervenções no pós-parto (de 6 horas a 3 anos). A análise demonstrou que os exercícios abdominais apresentam potencial para reduzir a distância inter-retos, embora com incerteza quanto ao tipo e combinação mais eficaz. A certeza da evidência foi classificada entre muito baixa e moderada, devido ao risco de viés, inconsistência e imprecisão dos resultados. Considerações Finais: Exercícios abdominais, especialmente os isotônicos e quando combinados com estimulação elétrica, são uma intervenção promissora para a redução da diástase dos músculos retos abdominais (DRA) em mulheres no pós-parto. Entretanto, a heterogeneidade dos protocolos e a baixa qualidade metodológica de alguns estudos indicam que os resultados devem ser interpretados com cautela, sendo necessários novos ensaios clínicos randomizados bem delineados e de alta qualidade para confirmar os achados e definir protocolos padronizados mais eficazes.