Objetivo: identificar os impactos da telemedicina na prática clínica do médico de família na Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: busca de artigos publicados entre 2020 e 2025, nas bases BVS e SciELO, utilizando descritores em português e inglês, com critérios de inclusão que priorizaram estudos originais, gratuitos, em texto completo e que abordassem diretamente a temática. Foram selecionados seis artigos para análise qualitativa. Resultados e Discussão: apontaram que a telemedicina tem contribuído para a ampliação do acesso a serviços especializados, aumento da resolutividade dos atendimentos, manutenção do vínculo terapêutico e reorganização dos fluxos clínicos nas unidades básicas de saúde. Além de evidenciar experiências exitosas em diferentes contextos, incluindo o uso de teleconsultorias, ligações telefônicas, e monitoramento remoto, especialmente em áreas remotas ou vulneráveis. Ao longo da discussão, destacou-se a convergências entre os estudos no que se refere à importância do suporte institucional, da capacitação das equipes multiprofissionais e da incorporação estruturada da tecnologia na APS, com ganhos em integralidade, continuidade do cuidado e apoio à decisão clínica. No entanto, também foram identificados desafios como a resistência à adoção de novas rotinas, limitações tecnológicas e desigualdade no acesso digital. Considerações Finais: conclui-se a importância da telemedicina para um avanço significativo para qualificação da APS, apontando os seguintes impactos na APS: aumento da resolutividade dos atendimentos, a manutenção do vínculo terapêutico em contextos adversos, a reorganização dos fluxos assistenciais e a ampliação do acesso à saúde em regiões vulneráveis ou remotas.