Este estudo teve como objetivo analisar as principais arboviroses prevalentes no Brasil — febre amarela, dengue, zika e chikungunya — com ênfase em estratégias de prevenção, tratamento e vacinas, além de seus impactos clínicos e epidemiológicos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na base PubMed/MEDLINE entre 2021 e 2025, utilizando descritores DeCS/MeSH relacionados a tratamento, prevenção e vacinas das doenças selecionadas. Foram incluídas revisões e revisões sistemáticas publicadas em inglês, resultando em sete estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. A análise mostrou que, embora existam vacinas consolidadas para a febre amarela e imunizantes em desenvolvimento para dengue e chikungunya, ainda não há antivirais específicos disponíveis para nenhuma dessas arboviroses. O tratamento permanece centrado em medidas de suporte clínico, enquanto a prevenção continua baseada no controle vetorial, estratégia que enfrenta limitações devido à resistência dos vetores e ao contexto urbano. Entre os avanços recentes, destacam-se a introdução da vacina contra chikungunya (Ixchiq/Valneva) e pesquisas envolvendo vacinas pan-flavivírus e terapias imunológicas. Grupos como gestantes, puérperas e populações vulneráveis permanecem em maior risco. Assim, conclui-se que as arboviroses continuam sendo desafios relevantes à saúde pública no Brasil, exigindo vigilância ativa, inovação científica e políticas públicas integradas que priorizem a equidade e a proteção dos grupos mais expostos.