Este estudo avaliou in silico as propriedades farmacocinéticas e toxicológicas da ?-D-galactose, carvacrol e cinamaldeído visando sua aplicação em sistemas nanoestruturados para liberação dérmica. As análises, realizadas via pkCSM e ProTox-3.0, revelaram que os compostos atendem à Regra de Lipinski, com alta absorção intestinal para carvacrol (90,84%) e cinamaldeído (95,01%), mas permeabilidade cutânea limitada (log kp = ?1,62 cm/s para carvacrol). A ?-D-galactose destacou-se por sua solubilidade aquosa e permeabilidade ao SNC (log PS = ?3,636), enquanto carvacrol e cinamaldeído exibiram moderada toxicidade oral (DL50 = 810 – 1850 mg/Kg) e risco de sensibilização dérmica. A ausência de mutagenicidade (teste AMES) e inibição de CYP450 sugere segurança farmacológica, porém a hepatotoxicidade do carvacrol demanda estratégias de nanoencapsulação para otimizar sua entrega tópica. Conclui-se que a nanoencapsulação pode potencializar a eficácia dérmica desses compostos, mitigando efeitos adversos e melhorando sua biodisponibilidade tópica.