Este estudo tem como objetivo analisar o papel da agricultura familiar quilombola na promoção da saúde e da conservação da biodiversidade, com foco na atenção primária em territórios tradicionais. A metodologia adotada consistiu em revisão bibliográfica de artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, documentos institucionais e análise de experiências em comunidades quilombolas de diferentes regiões do Brasil. Os resultados indicam que os modos de vida quilombolas, baseados em práticas agroecológicas e saberes ancestrais, contribuem significativamente para a segurança alimentar, a proteção ambiental e o fortalecimento da saúde coletiva. A discussão evidencia que a invisibilidade histórica dessas comunidades nos sistemas de saúde e nas políticas públicas ainda representa um obstáculo à equidade étnico-racial. As considerações finais apontam para a urgência de políticas intersetoriais que reconheçam os territórios quilombolas como espaços estratégicos de cuidado, resistência e preservação da vida.