Este relato de experiência tem como objetivo apresentar as ações desenvolvidas nos serviços de saúde e refletir sobre os desafios da inserção da nutricionista na gestão, na promoção da saúde e nas práticas de educação em saúde e educação permanente, evidenciando as complexidades e potências do nutricionista no âmbito da APS. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, realizado entre abril e novembro de 2024 em uma ESF e na Coordenação da APS do município de Uruguaiana (RS). As ações envolveram grupos terapêuticos com usuários com doenças crônicas e gestantes, atividades educativas em espaços públicos, formações com ACS e capacitações com nutricionistas da rede municipal. Foram utilizadas estratégias metodológicas participativas, como rodas de conversa, dinâmicas, jogos educativos e construção coletiva de materiais. Observou-se que a residência proporcionou um espaço potente de aprendizagem, permitindo à nutricionista ampliar sua atuação e fortalecer práticas interprofissionais. Além disso, o uso de estratégias metodológicas participativas, como rodas de conversa, dinâmicas, jogos educativos e construção coletiva de materiais, promoveu o engajamento dos participantes e facilitou a compreensão dos conteúdos. Para as formações com a equipe de saúde, adaptar os temas à rotina dos profissionais, aproveitando espaços já existentes como reuniões, foi fundamental. Um desafio relevante foi a resistência de profissionais da mesma categoria quanto à condução das capacitações por uma residente. Diante disso, adotou-se uma postura acolhedora e respeitosa, reforçando que o residente está inserido em um espaço formativo que exige, além de habilidades técnicas, o desenvolvimento de competências pedagógicas. Conclui-se que os Programas de Residência Multiprofissional, articulados aos princípios da APS, contribuem significativamente para a qualificação do cuidado no SUS, estimulando práticas mais integradas, humanizadas e comprometidas com os territórios e com os determinantes sociais da saúde