Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto da ausência de capacitação dos gestores na efetividade da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Brasil, destacando a importância da qualificação para a consolidação de um cuidado integral e humanizado em saúde mental. A metodologia adotada foi uma revisão integrativa da literatura, com análise de 38 documentos entre artigos científicos, relatórios e documentos oficiais publicados entre 2020 e 2025, selecionados a partir nas bases SciELO, LILACS, PubMed e fontes institucionais. Os resultados evidenciam que a falta de formação específica dos gestores compromete o planejamento estratégico, a articulação entre os serviços da rede, a gestão orçamentária e a integração com setores como educação, assistência social e trabalho. Além disso, a carência de qualificação perpetua práticas hospitalocêntricas, dificulta a reabilitação psicossocial e reforça o estigma institucional. Em contrapartida, experiências exitosas de capacitação, conduzidas em parceria com universidades e núcleos técnicos, demonstram avanços na gestão da RAPS, promovendo maior efetividade dos serviços e fortalecimento da atenção básica como porta de entrada. Conclui-se que a formação permanente dos gestores deve ser tratada como eixo central das políticas públicas de saúde mental. Apenas com lideranças preparadas será possível garantir a continuidade do cuidado, a intersetorialidade e a promoção de práticas comunitárias comprometidas com os direitos humanos.