Introdução: A gravidez na adolescência configura-se como um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente na Região Nordeste, onde se associam fatores como vulnerabilidade social, baixa escolaridade e fragilidade no acesso a serviços de saúde e planejamento reprodutivo. Objetivo: o presente estudo, de caráter quantitativo e retrospectivo, utilizou dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) referentes ao ano de 2024 em Pernambuco, com foco em adolescentes de 15 a 19 anos. Foram analisadas variáveis como escolaridade e estado civil. Resultados e discussão: foram registrados 13.480 casos de gestação nessa faixa etária, representando 16,4% do total nordestino, com maior prevalência em abril. Estes dados indicam que, em Pernambuco, as gestações de meninas com 15 a 19 anos representam uma parcela expressiva dos nascimentos notificados anualmente. Apesar de ter sido observado uma discreta tendência de redução ao longo da última década, os índices permanecem superiores à média nacional. Quanto à escolaridade, 97,6% das adolescentes não concluíram o ensino médio, revelando alto índice de evasão escolar, enquanto apenas 1,4% concluíram essa etapa. Em relação ao estado civil, 94% das gestantes eram solteiras, evidenciando predominância da gestação solo. Conclusão: tais achados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas entre saúde e educação, com foco na prevenção da gravidez precoce, no apoio psicossocial e na garantia da continuidade escolar das adolescentes, a fim de reduzir os impactos sociais, econômicos e de saúde decorrentes da maternidade precoce.