Objetivo: analisar como as inovações tecnológicas impactam os processos de transplante e doação, analisando seus efeitos na eficiência, segurança e qualidade do cuidado aos pacientes.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), Scopus e Web of Science, entre outubro e novembro de 2025, utilizando descritores controlados e não controlados combinados pelos operadores booleanos AND e OR. A estratégia seguiu o modelo PICo, considerando como população os pacientes e profissionais envolvidos nos processos de doação e transplante, como fenômeno de interesse o uso de tecnologias e inovações em saúde, e como contexto os serviços e programas de transplante. Foram incluídos estudos primários publicados entre 2021 e 2025, em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Resultados e Discussão: A amostra final foi composta por 63 artigos, revelando predominância de pesquisas desenvolvidas em países da América do Norte, Europa e Ásia. As tecnologias mais recorrentes incluíram machine learning, inteligência artificial, telemedicina, aplicativos móveis e impressão 3D. Essas ferramentas têm contribuído para maior precisão diagnóstica, previsão de complicações, otimização da seleção de doadores e receptores e aprimoramento do acompanhamento pós-transplante. Também se observou avanço no uso de plataformas digitais para educação e engajamento dos pacientes, com impacto positivo na adesão terapêutica e na segurança do cuidado. Considerações Finais: Conclui-se que o impacto positivo das inovações tecnológicas nos transplantes depende não apenas de seu desenvolvimento técnico, como também de sua aplicação ética, acessível e equitativa, capaz de fortalecer a eficiência, a segurança e a qualidade do cuidado em saúde, consolidando um novo paradigma no campo do transplante e da doação de órgãos.