Introdução: A sepse materna permanece como uma das principais causas de mortalidade global e um grave desafio de saúde pública, exigindo ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para reduzir óbitos evitáveis. Objetivo: Analisar as evidências científicas atuais sobre a fisiopatologia, diagnóstico e manejo da sepse materna, com ênfase no papel da enfermagem e nas estratégias para reduzir a mortalidade. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa realizada nas bases MedLine, LILACS e Cochrane Library (2021-2025), utilizando a estratégia PICo para selecionar 22 estudos que abordam complicações e protocolos assistenciais. Resultados e Discussão: A fisiopatologia da sepse gestacional envolve adaptações imunológicas e hemodinâmicas que mascaram sinais precoces, tornando ferramentas genéricas como o qSOFA insuficientes. O uso do escore MEOWS e a atuação da enfermagem na vigilância contínua mostram-se cruciais para o reconhecimento oportuno. A mortalidade materna está associada à vulnerabilidade social e à " falha de resgate" , exigindo intervenção imediata na " Golden Hour" com antibióticos e reposição volêmica. Protocolos de tromboprofilaxia estendida e monitoramento da saúde mental no puerpério são essenciais para mitigar complicações tardias. Considerações Finais: O enfrentamento da sepse requer a superação de barreiras culturais na implementação de protocolos e a integração efetiva do cuidado pré-natal ao pós-parto. O empoderamento da equipe de enfermagem e a educação da paciente para o reconhecimento de sinais de alerta são estratégias fundamentais para garantir a segurança materna.