Objetivo: Analisar os principais desafios e estratégias relacionados ao diagnóstico precoce, à prevenção e ao manejo terapêutico das infecções sexualmente transmissíveis na saúde feminina Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE e LILACS. Para delimitar a pesquisa, foram selecionados os descritores baseados nos termos identificados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Infecções Sexualmente Transmissíveis; Saúde da Mulher; Diagnóstico Precoce; Testes de Diagnóstico Rápido; Prevenção de Doenças; Preservativo; Preservativo Interno de Uso Único; Comportamento Sexual; Sexo sem Proteção; Terapêutica; Vulnerabiliae em Saúde; Fatores de Risco. A estratégia de busca resultou em 3.368 estudos. Foram considerados aptos os estudos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês, que abordassem diretamente a temática proposta. Prosseguiu-se com a leitura dos títulos e resumos, culminando na seleção final de 10 estudos que compõem a amostra desta revisão. Resultados e Discussão: Os estudos analisados evidenciam que as infecções sexualmente transmissíveis (IST) permanecem fortemente associadas a desigualdades sociais, de gênero, idade, orientação sexual e contextos de vulnerabilidade estrutural. Lacunas de conhecimento e baixa percepção de risco foram identificadas, favorecendo práticas sexuais desprotegidas. Entre mulheres, fatores como dependência econômica, violência conjugal, casamento precoce e dificuldade de negociação do preservativo ampliam a exposição. De forma consistente, os estudos apontam a necessidade de estratégias educativas contínuas, ampliação do rastreamento, fortalecimento da atenção básica, uso da prevenção combinada e adoção de políticas inclusivas, centradas nas práticas sexuais reais e na promoção da equidade em saúde. Considerações Finais: As IST configuram um desafio persistente para a saúde pública feminina, fortemente influenciado por fatores biológicos, sociais, culturais e estruturais. Investir em acolhimento, informação qualificada e ampliação do acesso é essencial para reduzir desigualdades e promover a saúde sexual e reprodutiva das mulheres.