Introdução: A hanseníase configura-se como uma enfermidade infecciosa crônica ainda presente como desafio para a saúde pública brasileira, principalmente devido às dificuldades relacionadas à identificação precoce e ao acompanhamento terapêutico adequado. Objetivo: analisar, por meio da produção científica recente, os principais entraves envolvidos no diagnóstico e na condução terapêutica da hanseníase, além de compreender os impactos dessas fragilidades no controle da doença. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases MEDLINE e LILACS, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2021 e 2026, disponíveis gratuitamente e relacionados diretamente à temática proposta. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, selecionaram-se 10 estudos para compor a análise. Resultados e discussão: Os achados demonstraram que fatores socioeconômicos, baixa escolaridade, estigma social e dificuldades de acesso aos serviços de saúde favorecem o diagnóstico tardio. Também foram identificadas limitações na qualificação profissional, fragilidades no exame dermatoneurológico e falhas na organização da Atenção Primária à Saúde, comprometendo a detecção precoce dos casos. Em relação ao tratamento, observou-se dificuldade de adesão terapêutica, descontinuidade do acompanhamento após a alta e persistência de incapacidades físicas em parte dos pacientes. Considerações finais: Conclui-se que as limitações estruturais e assistenciais presentes nos serviços de saúde interferem negativamente no enfrentamento da hanseníase, reforçando a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, educação em saúde e capacitação contínua das equipes multiprofissionais.