Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) configuram-se como um importante problema de saúde pública devido à elevada incidência, às repercussões clínicas e sociais e aos impactos na qualidade de vida da população. Objetivo: Analisar as principais falhas aos cuidados das ISTs, destacando a relevância do diagnóstico oportuno e dos métodos de prevenção e controle no contexto da APS. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio das bases de dados SciELO, PubMed e LILACS, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. Resultados e Discussão: Os estudos evidenciaram fragilidades significativas na linha de cuidado das ISTs, especialmente relacionadas ao diagnóstico tardio, descontinuidade da assistência, baixa adesão da população aos serviços de saúde, estigma social e limitações estruturais da APS. Também foram identificadas dificuldades enfrentadas pelos profissionais de enfermagem, como sobrecarga de trabalho, insuficiência de recursos materiais e barreiras socioculturais que dificultam ações educativas e preventivas. Além disso, observou-se que populações em situação de vulnerabilidade social apresentam maiores obstáculos no acesso ao rastreamento, diagnóstico e tratamento oportuno. Considerações Finais: Conclui-se que o enfrentamento das ISTs requer fortalecimento da APS, ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, qualificação contínua dos profissionais e implementação de estratégias humanizadas de cuidado. Ademais, ações educativas e políticas públicas inclusivas são fundamentais para reduzir vulnerabilidades, interromper a cadeia de transmissão e promover assistência integral à população.