Introdução: A resistência bacteriana configura-se, na atualidade, como um dos principais desafios para a saúde pública mundial. Esse fenômeno ocorre quando microrganismos desenvolvem mecanismos biológicos que inviabilizam a ação de medicamentos anteriormente eficazes. Objetivo: Analisar como o uso indiscriminado de medicamentos atua no desenvolvimento da resistência bacteriana, identificando os principais impactos na prática clínica. Metodologia: Consiste em uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio das bases de dados Medline e LILACS. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2021 e 2026, disponíveis gratuitamente e relacionados diretamente à temática proposta. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, selecionaram-se 9 estudos para compor a análise. Resultados e Discussão: O uso indiscriminado de antibióticos e a automedicação, impulsionados pela desinformação e baixa percepção de risco, exercem forte pressão seletiva, acelerando a resistência bacteriana. Esse cenário compromete a eficácia terapêutica, elevando custos hospitalares e taxas de morbimortalidade. O enfrentamento eficaz exige uma abordagem integrada com ações contínuas de educação em saúde para o consumo racional. Além disso, embora tecnologias de diagnóstico rápido sejam promissoras, o fortalecimento, a descentralização e a digitalização de métodos tradicionais consolidam-se como as estratégias essenciais para reduzir a utilização empírica e guiar terapias assertivas. Considerações Finais: Conclui-se que o enfrentamento da resistência bacteriana exige estratégias de educação em saúde, vigilância epidemiológica, fortalecimento da atenção primária e ampliação do acesso a diagnósticos adequados.