Introdução: O aleitamento materno constitui uma das estratégias mais eficazes para a promoção da saúde materno-infantil. Apesar de sua relevância, diversos fatores ainda dificultam a manutenção dessa prática ao longo dos primeiros meses de vida. Objetivo: Analisar os impactos do aleitamento materno na saúde materno-infantil, destacando seus benefícios, desafios e a atuação da Atenção Primária à Saúde na promoção, proteção e apoio à amamentação. Método: Revisão integrativa da literatura, com busca realizada por meio de em bases de dados eletrônicas internacionais, utilizando descritores em combinação com operador booleano AND. A pesquisa resultou em uma amostra final de 10 estudos. Resultados e Discussão: O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida fornece todos os nutrientes necessários ao lactente, além de componentes bioativos que fortalecem o sistema imunológico e contribuem para a prevenção de infecções, diabetes tipo 1, leucemia infantil, sobrepeso e obesidade. Para a mulher, destacam-se benefícios relacionados à redução do risco de hemorragia e depressão pós-parto, diabetes mellitus tipo 2 e cânceres de mama e ovário. Entretanto, fatores como retorno ao trabalho, dificuldades na pega, dor mamilar, fissuras, mastite, baixo letramento em saúde e informações inadequadas podem comprometer a continuidade da amamentação. Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde desempenha papel fundamental por meio de ações educativas e suporte às gestantes e puérperas. Considerações Finais: Conclui-se que o aleitamento materno é essencial para a promoção da saúde materno-infantil e para a prevenção de diversos agravos à saúde. Dessa forma, torna-se necessário fortalecer as ações de educação em saúde, a capacitação dos profissionais e as estratégias de apoio à amamentação, visando ampliar a adesão e a manutenção dessa prática.