Introdução: A tricomoníase é considerada uma das infecções sexualmente transmissíveis não virais de maior persistência mundial. Considerando a alta prevalência da tricomoníase, suas repercussões ginecológicas, reprodutivas e obstétricas, em conjunto aos desafios inerentes ao diagnóstico e ao manejo clínico, apresenta-se necessária a sistematização das evidências atuais acerca das estratégias terapêuticas e preventivas empregadas no controle desse agravo. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca das principais abordagens terapêuticas e estratégias preventivas utilizadas no manejo da tricomoníase. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, de abordagem descritiva, realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS, BDENF, acessadas mediante a BVS. Adicionalmente, realizou-se uma busca complementar no Portal de Periódicos da CAPES e Google Scholar. Essa procura foi realizada por meio da combinação dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), com o uso do operador booleano “AND”, sendo: “Tricomoníase” AND “Terapêutica” AND “Prevenção de Doenças”. Com a leitura dos títulos e resumos, culminou-se na seleção final de 8 estudos. Resultados e Discussão: A tricomoníase apresenta alta prevalência e frequente subdiagnóstico. Os avanços nos testes moleculares e no tratamento com metronidazol em esquema de 7 dias aumentaram a eficácia terapêutica. Entretanto, desafios como resistência medicamentosa, baixa adesão ao tratamento e reinfecções persistem, reforçando a necessidade de estratégias integradas de prevenção e acompanhamento na APS. Considerações Finais: Conclui-se que são essenciais o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e as ações de prevenção para o controle da Tricomoníase. Logo, a atenção primária desempenha papel fundamental na redução da transmissão e na promoção da saúde sexual.