Introdução: O envelhecimento populacional e o aumento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis têm contribuído para o crescimento da polifarmácia entre pessoas idosas, tornando esse fenômeno um importante desafio para os serviços de saúde devido ao maior risco de interações medicamentosas, hospitalizações e comprometimento da capacidade funcional. Objetivo: Analisar os principais fatores associados à polifarmácia na população idosa e discutir estratégias para seu manejo seguro na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e SciELO, utilizando Decs. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Resultados e Discussão: A polifarmácia está fortemente associada à multimorbidade, especialmente em idosos com hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e transtornos mentais. Além disso, fatores como obesidade, desnutrição, comprometimento funcional e aspectos relacionados ao sexo também influenciam sua ocorrência. As evidências reforçam a importância da revisão periódica da farmacoterapia, da reconciliação medicamentosa, da desprescrição quando indicada e da atuação integrada da equipe multiprofissional, com destaque para médicos e farmacêuticos, visando à promoção do uso racional de medicamentos. Considerações Finais: Conclui-se que a polifarmácia demanda acompanhamento contínuo e individualizado, fundamentado em protocolos clínicos, monitoramento sistemático da farmacoterapia e incentivo à adoção de hábitos de vida saudáveis, contribuindo para a segurança do paciente, a manutenção da autonomia e a melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa.