Introdução: A redução da cobertura vacinal infantil tem sido reconhecida como um importante desafio para a saúde pública, sendo influenciada pela hesitação vacinal, pela disseminação de desinformação, por barreiras de acesso aos serviços de saúde e por fatores socioculturais que comprometem a adesão ao calendário de imunização. Objetivo: Analisar as principais estratégias multiprofissionais desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde para ampliar a cobertura vacinal infantil e enfrentar os fatores relacionados à hesitação vacinal. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e SciELO. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Resultados e Discussão: As evidências demonstram que a baixa cobertura vacinal decorre da interação de diferentes fatores, como medo de eventos adversos, dor e medo de agulhas, baixa percepção do risco das doenças imunopreveníveis, dificuldades de acesso aos serviços, crenças relacionadas ao estilo de vida, insuficiência das ações educativas e ampla circulação de informações falsas em meios digitais. Em contrapartida, destacam-se como estratégias efetivas a educação em saúde, o fortalecimento da comunicação entre profissionais e famílias, a qualificação das equipes, a busca ativa, a ampliação do acesso aos imunizantes, o desenvolvimento do letramento em saúde e a adoção de práticas acolhedoras. Considerações Finais: Conclui-se que o fortalecimento da cobertura vacinal infantil depende da atuação integrada das equipes multiprofissionais, da implementação de ações educativas e da construção de relações de confiança entre os serviços de saúde e a comunidade. A comunicação qualificada, aliada ao enfrentamento da desinformação e ao desenvolvimento de estratégias centradas nas necessidades das famílias, constitui elemento essencial para ampliar a adesão à vacinação e promover a proteção coletiva.