Introdução: A saúde é um direito fundamental garantido pelo Estado à todos, inclusive à população privada de liberdade. Entretanto, a grave crise estrutural dos presídios desafia a efetivação dessa assistência integral. Objetivo: Analisar os principais desafios enfrentados e as estratégias implementadas para a garantia da integralidade do cuidado na atenção à saúde das pessoas privadas de liberdade. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio das bases de dados MEDLINE e LILACS. A estratégia de busca foi estruturada a partir dos Descritores em Ciências da Saúde. Foram incluídos estudos primários e secundários, publicados entre 2021 e 2026, em português ou inglês, disponíveis em texto completo e com pertinência direta à questão norteadora. Foram excluídas teses, dissertações, monografias, editoriais, comentários e literatura não convencional. Ao final, 10 estudos foram selecionados para compor a análise. Resultados e Discussão: A análise demonstra que a efetivação da saúde no sistema prisional brasileiro esbarra em barreiras estruturais, superlotação e na subordinação da assistência às normas de segurança. Embora a legislação garanta o direito à atenção integral e as políticas públicas busquem expandir as ações do Sistema Único de Saúde para o cárcere, a fragmentação do cuidado ainda predomina nas unidades. Diante desse cenário de negligência e estigma social, a abordagem multiprofissional e o uso da telemedicina destacam-se como estratégias essenciais. Considerações Finais: Conclui-se que há uma grande distância entre as leis e a realidade da saúde prisional, onde o cuidado é fragmentado e limitado por superlotação e falta de recursos. Para garantir a integralidade, não bastam apenas normas, mas investimentos estruturais, equipes multiprofissionais e articulação intersetorial.