Introdução: A obesidade infantil é um dos maiores desafios de saúde pública atuais, trazendo repercussões severas e duradouras para o desenvolvimento da criança. A alimentação complementar inadequada nos primeiros anos de vida, especialmente a introdução precoce de ultraprocessados, atua como um dos principais fatores de risco para essa condição. Objetivo: analisar, à luz da literatura atual, como as práticas de alimentação complementar se relacionam com o excesso de peso infantil, identificando os desafios enfrentados pelos cuidadores e as estratégias de prevenção recomendadas. Metodologia: Consiste em uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE e LILACS, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando Descritores em Ciências da Saúde. Foram considerados elegíveis os estudos publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente a temática proposta. Foram excluídas duplicatas, publicações sem acesso ao texto completo, bem como dissertações, teses, monografias, editoriais, cartas ao leitor e documentos institucionais ou não científicos. Ao final, 10 estudos foram selecionados para compor a amostra desta revisão. Resultados e Discussão: A prevenção da obesidade infantil nos primeiros mil dias exige uma abordagem multidimensional. A introdução alimentar deve respeitar a prontidão fisiológica da criança, evitando a oferta precoce de ultraprocessados, que alteram vias neurobiológicas de recompensa e inibem a autorregulação do apetite. Além disso, fatores comportamentais, como crenças culturais que subestimam o excesso de peso e práticas parentais coercitivas, agravam o risco metabólico. Considerações Finais: Conclui-se que a prevenção da obesidade infantil exige ações precoces, contínuas e interdisciplinares focadas na família e no ambiente.