Introdução: O câncer do colo do útero representa um desafio de saúde pública, impulsionando a transição da citologia tradicional para o teste de DNA-HPV devido à sua superior sensibilidade. Contudo, a incorporação desse método na Atenção Primária esbarra em barreiras estruturais, financeiras e operacionais. Objetivo: Analisar, por meio da literatura, o panorama atual da implementação do teste de DNA-HPV no rastreamento do câncer do colo uterino. Metodologia: Consiste em uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BDENF, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando Descritores em Ciências da Saúde. Foram adotados como critérios de inclusão: estudos publicados entre 2021 e 2026, em português, inglês e espanhol, disponíveis em texto completo e com pertinência direta à questão norteadora. Como critérios de exclusão, consideraram-se teses, dissertações, monografias, editoriais e literatura não convencional. Ao final, 08 estudos foram selecionados para compor a amostra desta revisão. Resultados e Discussão: O teste de DNA-HPV apresenta alta sensibilidade diagnóstica para a detecção precoce de lesões cervicais precursoras, superando a citologia convencional. Destacou-se a autocoleta vaginal como alternativa viável e de excelente aceitabilidade para ampliar o acesso e a autonomia das usuárias, embora exija suporte técnico para garantir a adequação amostral e mitigar taxas de inadequação domiciliar. Ademais, a transição tecnológica impõe desafios operacionais e econômicos expressivos aos sistemas públicos de saúde. Considerações Finais: A incorporação do teste de DNA-HPV aprimora a detecção precoce do câncer cervical, mas sua efetividade no SUS depende de uma rede assistencial integrada, com suporte à autocoleta e planejamento orçamentário.