O texto aborda a evolução das políticas de educação especial no Brasil, destacando a trajetória da segregação à inclusão. Começa com a criação de instituições imperiais no século XIX, como o Instituto Benjamin Constant e o Instituto Nacional de Educação de Surdos, que focavam na assistência e reabilitação em regime de internato. As campanhas nacionais nos anos 1950 e 1960 ampliaram o atendimento, mas ainda não havia uma política pública consolidada. A Lei de Diretrizes e Bases de 1961 introduziu a ideia de educação para " excepcionais" , mas sem efetiva inclusão. A Constituição de 1988 e a Declaração de Salamanca nos anos 1990 reforçaram o direito à educação inclusiva. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, em 2008, marcou um ponto de inflexão, aumentando as matrículas em classes comuns. Em 2025, a PNEEI trouxe inovações, como a transferência do foco do diagnóstico para a identificação de barreiras pela escola, e a exigência de formação específica para educadores. O texto destaca que mudanças normativas não garantem mudanças práticas imediatas, mas estabelecem um quadro para negociação e implementação gradual.