O capítulo aborda a questão da acessibilidade nas escolas brasileiras, destacando a inadequação de soluções pontuais, como rampas que terminam em degraus, e a necessidade de um planejamento abrangente que considere todas as barreiras possíveis: urbanísticas, arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais e tecnológicas. A acessibilidade deve ser um princípio fundamental e não uma medida reativa. Adaptações razoáveis são necessárias, mas não devem implicar ônus desproporcional. O planejamento deve considerar a variabilidade dos estudantes desde o início, utilizando o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) para reduzir a necessidade de adaptações individuais. A tecnologia assistiva é destacada como um recurso essencial e deve ser planejada conforme as necessidades reais dos estudantes. O texto também aborda o papel do professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e do profissional de apoio escolar, enfatizando a importância de suas funções na remoção de barreiras e promoção da autonomia dos estudantes. Finalmente, discute-se a importância de adaptar o percurso educacional sem reduzir o direito ao aprendizado, utilizando métodos de avaliação processual e registrando adequadamente as adaptações e apoios oferecidos.