Introdução: O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma alteração metabólica frequente na gestação e está associado a repercussões maternas, fetais e neonatais, tornando o rastreamento e o controle glicêmico componentes importantes da assistência pré-natal. Objetivo: Analisar aspectos relacionados ao rastreamento, manejo e repercussões materno-fetais do DMG, com ênfase nas estratégias utilizadas para seu controle durante a gestação. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, considerando publicações dos últimos cinco anos, disponíveis integralmente, nos idiomas português, inglês e espanhol. Resultados e Discussão: O diagnóstico do DMG envolve o rastreamento durante o pré-natal, com destaque para o teste oral de tolerância à glicose com 75 g, geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana gestacional. O manejo inclui terapia nutricional individualizada, prática de atividade física e monitorização da glicemia, sendo a insulinoterapia indicada quando as medidas não farmacológicas não atingem as metas estabelecidas. A metformina pode ser utilizada em situações específicas, embora existam divergências entre as diretrizes quanto à sua segurança e aos possíveis efeitos sobre a prole. O controle adequado da hiperglicemia está relacionado à redução de complicações maternas e neonatais, enquanto o histórico de DMG aumenta o risco de recorrência em gestações futuras e de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Considerações Finais: O rastreamento oportuno, o acompanhamento individualizado e a integração das medidas nutricionais, físicas, farmacológicas e educativas são fundamentais para o controle do DMG e para a redução de repercussões materno-fetais, sendo necessário manter o seguimento após o parto.