Introdução: O período pós-parto envolve profundas transformações físicas, emocionais e sociais, podendo favorecer o surgimento da depressão pós-parto. Essa condição possui etiologia multifatorial e repercussões que afetam a qualidade de vida materna e o desenvolvimento infantil. Diante disso, torna-se indispensável o acompanhamento contínuo e a atuação multiprofissional. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as estratégias e intervenções assistenciais desenvolvidas pela equipe multiprofissional para a prevenção e o manejo da depressão pós-parto em mulheres no período puerperal. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases MEDLINE e LILACS. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol e relacionados diretamente à temática proposta. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, selecionaram-se 10 estudos para compor a análise. Resultados e Discussão: Os achados evidenciam elevada prevalência perinatal de depressão e ansiedade, influenciada por disparidades socioeconômicas, fragilidade do suporte social, estresse e histórico de sofrimento psíquico. Os sintomas tendem a persistir ou surgir tardiamente no pós-parto, com elevado percentual de novos casos, reforçando a importância do monitoramento longitudinal e contínuo durante o ciclo gravídico-puerperal. A prática regular de atividade física orientada, como os exercícios aeróbicos e a ioga, destaca-se como estratégia não farmacológica promissora na redução de sintomas e do estresse percebido. Por fim, observa-se que a triagem isolada é insuficiente devido a barreiras como o estigma social e a baixa adesão aos encaminhamentos, tornando indispensável o suporte psicossocial e a atuação multiprofissional integrada com intervenções personalizadas para garantir a continuidade do cuidado. Considerações Finais: Conclui-se que a atuação multiprofissional contínua e humanizada consolida-se como o pilar essencial para efetivar intervenções personalizadas, fortalecer a autonomia materna e assegurar a proteção integral do binômio.