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  • CAPÍTULO 42 - USO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL

    O sistema de saúde no Brasil ainda contempla um modelo intervencionista, hospitalocêntrico, que valoriza as tecnologias duras e a medicalização, e que não impactam na promoção de saúde e prevenção de doenças. Por outro lado, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) norteiam os currículos a romperem com o foco na doença e avançar rumo à promoção da saúde considerando a realidade social e individual. É nesse contexto que as Práticas Integrativas Complementares (PICs) começam a ganhar espaço. Objetivo: Realizar uma revisão na literatura sobre o uso e os efeitos das PICs no cenário da APS no Brasil. Metodologia: Buscou-se por artigos dos tipos ensaio clínico, qualitativo, transversal, com envolvimentos dos atores - profissionais de saúde, gestores e usuários, nos últimos 10 anos, no banco de dados Scielo; além de publicações do Ministério da Saúde (MS) relacionadas ao tema, utilizando o cruzamento dos descritores em português: práticas integrativas e complementares, atenção primária à saúde, atenção básica. Resultados e Discussão: Foram encontradas 71publicações, destas foram utilizadas 15, além de cinco publicações do MS. Observa-se um aumento gradativo do uso das PICs na APS. As PICs mais conhecidas Auriculoterapia, Acupuntura, Meditação, Terapia de florais, Reiki, Terapia comunitária integrativa, Fitoterapia, além de alguns grupos terapêuticos considerados integrativos. Alguns efeitos associados às PICs: relaxamento, bem-estar, alívio da dor, de transtornos mentais comuns (como estresse e ansiedade), redução da medicalização, estreitamento do vínculo, empoderamento dos usuários e promoção de saúde. Considerações Finais: O uso das PICs tem respondido às demandas em saúde mais prevalentes na APS (como dores crônicas e problemas relacionados à saúde mental). Porém, apesar da institucionalização das PICs pelo Sistema Único de Saúde desde 2006 e de uma ampliação gradativa na APS, percebe-se que há necessidade de mais pesquisas, capacitação dos profissionais de saúde e apoio da gestão.

CAPÍTULO 42 - USO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL

Doi: 10.58871/conimaps24.c42

PALAVRAS CHAVE: práticas integrativas e complementares; atenção primária à saúde; atenção básica.

KEYWORDS: integrative and complementary practices; primary health care; basic care.

ABSTRACT:
The health system in Brazil still includes an interventionist, hospital-centric model, which values hard technologies and medicalization, which often have no impact on health promotion and disease prevention. On the other hand, the National Curricular Guidelines guide curricula to break the focus on disease and move towards health promotion considering social and individual reality. It is in this context that Complementary Integrative Practices (CIPs) begin to gain space. Objective: To carry out a literature review on the use and effects of CIPs in the PHC scenario in Brazil. Methodology: Search for articles of the clinical, qualitative, cross-sectional trial type, with involvement of actors - health professionals, managers and users, in the last 10 years, in the Scielo database; in addition to publications from the Ministry of Health related to the topic, using the criteria of the descriptors in Portuguese: integrative and complementary practices, primary health care, basic care. Results and Discussion: 71 publications were found, 15 of which were used, in addition to five publications from the MS. Note a gradual increase in the use of CIPs in PHC. The best-known CIPs: Auriculotherapy, Acupuncture, Meditation, Flower Therapy, Reiki, Integrative Community Therapy, Phytotherapy, in addition to some therapeutic groups considered integrative. Some effects associated with CIPs: relaxation, well-being, relief from pain, common mental disorders (such as stress and anxiety), reduction of medicalization, closer ties, empowerment of users and health promotion. Final Considerations: The use of CIPs has responded to the most prevalent health demands in PHC (sas chronic pain and problems related to mental health). However, despite the institutionalization of CIPs by the Unified Health System since 2006 and a gradual expansion in PHC, it is clear that there is a need for more research, training of health professionals and management support.

Autor

  • ELIZÂNGELA MÁRCIA DE CARVALHO ABREU

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